terça-feira, 28 de agosto de 2007

A urdidura ou quando dançam meus atrevimentos...

Certos desempenhos
Os âmagos do esclarecimento
Labores ininterruptos e ferrenhos
Passos atolando no cimento
E ainda assim vai soprando o vento
Foda-se o interior em aquecimento
Os não seis, não quis e não tenhos
Por isso preferi os cascos de um pé de bode, que o luxo de sapatos confortáveis...

Esses desempenhos
Crescentes e progressivos tormentos
São coisas a que não me atenho
Sou saborosamento leviano quando tento
É discurso de prosaico invento
Sufocadamente e ininterruptamente.. lento...
É falando contra tudo isso que venho
Rasgar as costas doeu-me.. o irromper de asas não é coisa qualquer, é coisa grandiosa.. por isso as ostento, ora bolas...

Tais desempenhos
Corriqueiros e inclementes assentos
Que eu tanto desdenho
É inescapável estabelecimento
Mas nem por isso hermético aprisionamento
Há como suplantar esse pegajoso unguento
Basta apenas pensar e um tanto de empenho
"Para o infinito e além..." já diria tão sabiamente o Buzz Lightyear...

Então pense e vamos dançar
Que eu quero é movimento...

5 comentários:

Borboleta Endiabrada disse...

vamos dançar entao ao som das palavras que tu tão bem sabes empregar!
Beijinhos endiabrados

Martinha disse...

Pensemos... e dancemos! :)

_E se eu fosse puta...Tu lias?_ disse...

Em linhas dançantes te devorei poeticamente a saudade de quem tem um oceano tão grande a separar******

Annie disse...

de braço dado com o abismo
se ergue voluptuosa forma de ver
o que morre em baixo
não será mais que nova forma de ser

Paula disse...

Meu querido amigo... Passo aqui e deixo meu recado, se não a sambar ou mesmo a bailar, pois os caras da Net me tiram o rebolado, pelo menos passo e deixo meu recado... Aqui estou e aqui voltarei. Sempre q possível lhe escreverei.
Que infindáveis energias lhe tomem o ser mais iluminado da terra. E não te preocupe, q tirarei a caneta da mão do pobre. hahaha
Beijos meu amigo errante e facinante.