quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Fagulhas... ou como nascem os maiores incêndios...

Fagulhas
Faz
Falseia
Afagos
Frangalhos...
Agulhas...

Mas fulguras
Fustigas
Figuras
Fissuras
Furtivas
Pela estrutura
Cisura
Não é a lonjura
É o calor
A chama
Que clama
Enquanto dança e lambe tudo
Consome
Tal qual fome
Da besta insone
Até o fundo
D'outro mundo
Imundo
Charfundo
Mudo
Modo
Podo
Rodo
Rede
Sede
Mede
Moda
Foda
Findo
O que fede
E pede
Que repete
Rapta
Se apta
Ou não
Do firmamento
Até o chão
De cinzas
Desde já pré-concebidas
Antevistas
Sinistras
Mas cinzas
E não finjas
Que não sabia
Aqui é o cerrado
É fogueira pra todo lado
Fazendo da grama, descampado
Mesmo que venha com o arado
A fertilidade mudou de banda
De bando
De mando
Desde quando
A mudança por aqui passou
Fez assanho
De levantar brisa
E toda passarada voou
Fugiu do fogo
Do jogo
Por isso rogo
Volta logo
Que incêndio sem você
É que nem domingo na tv
Sonolento no máximo
E emburrecedor no mínimo
Aceite o mimo
E vire energia
Aquela boa e velha entropia
Que tanto gosto de ver
E há de aquecer

Temperatura é movimento
Não só das moléculas
E esse tormento
Vai-se com as libélulas
Pequenos dragões insetos das fábulas
Mais singulares que caminhos retos
Pousadas nas bétulas
Lambedo-lhes as pétalas
E arrancando fagulhas
Com o arranhar das unhas
Fugaz..
Fuga?
Fumas?
É umas..
E amas..
Era mas..
Derramas..
Ao mar..
Mais uma vez..
Vamos....

11 comentários:

poeta quebrado disse...

ah, poesia
tento
segurar
me manter
equilíbrio
uma dose
- alivia tua doença, caro amigo
fecharam as janelas
e disseram "vai"
sufoco.
por morrer.
por morrer.
e a vontade de mandar à merda.
ela me olha.
- cala a boca, e desempenha teu papel, querido.

Martinha disse...

Poesia original :)
Obrigada pelo teu comentário. Passa sempre q quiseres. ^^

Borboletanêmica. disse...

eu quero desespero no mar,
flores ganhar,colo me aconchegar,tudo ao luar.
o que eu faço com todo o amor que eu tenho pra dar?não quero simplesmente jogar,ou transformar.
Deuses,irei endoidar.

Borboletanêmica. disse...

o capim ja não deixa eu respirar.
quero ah heroína mais bela em minhas veias,fazendo-me voar,pra longe desse lugar,dessa tortura que só faz eu me enterrar.
mais e mais e mais e...
e irei,até não suportar!
(será que sou masoquista?talvez eu goste de morrer por amor,ou qualquer outra droga gostosa,viciante,como cigarro ou chocolate ou...).

as-the-dust-seats disse...

meu. a forma como encadeias as palavras. divinal

Cátia Margarida disse...

será que a dor foge dos incendios como as aves? vou experimentar incendiar o coraçao disforme e a alma enorme. azeda.

ah Jorge como jogas com as palavras... es poeta que manuseia a faca do sentir com perfeiçao.

CatWorld disse...

uau!es tu k escreves?beijoca!

magie disse...

Eu e Chico? Muita honra...

Minha mãe diz que onde há música e fogo sempre haverá gente ao redor... A questão é que a música do crepitar das chamas no cerrado seco não reúne ninguém... só dispersa!

Desculpe a falta de assiduidade nas visitas.

Boa semana.

Beijos.

magie disse...

Você não existe!

[com todo apreço e respeito]

=]

tayná disse...

um pouco perdida
no que falta de mim
deixo por aí as lombrigas
que me marcam o fim
nas páginas rasgadas
e nos pesadelos matinais
sem caminho
rua
ou estrada
luzes nem sinais

perco-me no caminho
de te encontrar
sobrevôo os moinhos
vou lá, olhar
tudo corta
o vento é navalha
e só vê a vida passar

ai de nós,
que vivemos.

Mah disse...

ufa!

=***