terça-feira, 25 de setembro de 2007

Coisas antigas ou Um amor na mesa ao lado...

Meu eu é como a sua bola nova
Algo intocável
A finalidade é usar
Mas você tem medo de sujar
Você que sente receio de ousar
Refreia a ânsia de gozar
Perde o amor no horizonte
Vê suas estrelas se apagarem ao longe
Engole o vômito azedo
Regujita a bílis amarga
E chora... por dentro
Pois sua vida é consumida pelo quase...
Se o meu destino "eu mesmo faço"
Eu faço torto e errado
E se eu busco o certo
Mande-me à merda
Pois à latrina com os porcos
E já que nada eu provoco
Que eu sufoque em minha autopiedade...
E no ponto final de meu martírio
Eu veja...
Sonhos somem, a vida se vai, o gozo termina...
Termina doce... doce..
Doce... longe... longe...

3 comentários:

borboleta-pluft. disse...

eu espero a ninfa aparecer mais em meus sonhos,mas ela não vem,não vem!
ai dela,se não vier novamente,
vou pegar um mapa,e achar o lugar.

Raisa. disse...

O gozo perto do osso é sempre o melhor,ácido.Precisamos beber em todas as estações,lembrar-esquecer,é o ciclo e não se pode desviar,estrada curta nos olhos,linha torta na palma das maõs,sufocar o ardor nojento,é preciso.

Martinha disse...

Interessante. :)
Beijo *