sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Coisas passadas ou Melhor post de Maio...

Bom.. em maio o pário foi duro, mas taí um certo diálogo bastante interessante...



Uma homenagem feita a uma certa moça...

Tomando a liberdade de publicar aqui um diálogo com uma fada, que encontro em cantos recôndidos de minhas sinapses...


Salve salve minha cara.. tão rara..
E nós nesse saara..
Envoltos por essa coisa amarga..
Me cansa incolor bestialidade dos ordeiros..
São como cinzeiros..
A transbordar a carga..

"Quero deixar as janelas abertas
E deixar o equilíbrio ir embora
Cair como um saxofone na calçada
Amarrar um fio de cobre no pescoço"

Pois saibas minha dama..
Nesses momentos em que me instiga a chama
Da minha face desgovernada e insana
In sana..
Acompanhe bem a trama..

"Ascender o intervalo pelo filtro
Usar um extintor como lençol
Jogar polo aquático na cama
Ficar deslizando pelo teto"

São tantos os iluminados
E tão pouos os descaídos..
Ainda menos os assumidos..
Talvez isso faça desses lados mais bonitos
E nem por isso mais convictos
Oh não..
Pobres descaídos..
Os iluminados ordenam..
Enquanto somos o caos inerente ao sistema..

"Da nossa casa cega e medieval
Cantar canções em línguas estranhas
Retalhar as cortinas desarmadas
Com a faca surda que a fé sujou"

Por sorte há lua
Com esse cheio brilhar
E o sol, que ando a buscar
Pelo alvorecer da manhã
Hoje não há de falhar
Um rodopio amigo
De pensamentos contigo
Essas nossas colisões de instigância rara
Sempre inspirador saber de vicissitudes de avatares..
Desses seres alados e asas sangradas
Sagradas
Profanas
Marcadas..

"Desarmar os brinquedos indecentes
E a indecência pura dos retratos no salão
Vamos beber livros e mastigar tapetes
Catar pontas de cigarro nas paredes"

Agradecerei-te sempre pela singela companhia
Nessa caminhada imaginária
Solitária
Do dia a dia
Conhecida, pensada, resistida, mas nunca vencida
Sempre batalhas por travar
"Nunca se vence uma guerra lutando sozinho.. cê sabe que a gente precisa entrar em contato" já diria Don Raulzito
Enfim, és ombro amigo
Que carrego comigo
Digna de sussurros

"Abrir a geladeira e deixar o vento sair
Cuspir um dia qualquer no futuro
De quem já desapareceu
Deus.. Deus.. somos todos ateus"

Que lhe andem temperados os sabores
E brilhem os depositários de seus olhares
Afortunados de tamanha sorte
Dessa sua magnificência forte
Não só nos cortes
E nos fados
Mas nos bordados
Nas pegadas guardadas..
Nos olhos brilhosos
E nas curtas madeixas..

"Vamos cortar o cabelo do príncipe
E entregá-lo a um Deus plebeu
E depois do começo
O que vier vai começar a ser o fim"

Enfim..
És sempre bem vinda em meu esfumaçado mundo..
Espero que não te importes de fazer de todos, o que era só teu...
Hei sempre de recompensá-la

7 comentários:

Tayná. disse...

são os teus braços que me abraçam as horas
e reparo nos teus sapatos
e no barulho que eles fazem
é tudo único
e imaginado
é tudo tu
e eu, o dragão alado.
as nossas conversas são como lambidas
nas asas feridas
e dou piruetas
a cada sílaba
espaço
e vírgula
que usas, para me confortar.
não há conversa melhor
ou poeta de mais palavras
tão colorido quanto o vento
que tenho feito todos os dias,
nos braços de minha tão amada.
e nas nossas horas de saudade, amigo
eu abro os livros e te sinto lá
o teu cheiro de saudade
e olhos de vontade
de cada, cada linha
devorar.
és sublime como os deuses
que insisto
em louvar.

camiles disse...

admiro tanto sua facilidade com as palavras...
adoro quando passa pelo meu blog!
é sempre muito bem-vindo!
beijos

[P] disse...

A primeira coisa que me veio à mente quando terminei de ler foi o seguinte: "nossa, como eu sou mundana..."

Diva disse...

Sentimentos bordados em estrofes perfeitas. Sentires completos e cumplices. Mto bonito.
Bjs meus

citadinokane disse...

Salve Jorge!
Gostei do diálogo, suspeito que foi elaborado dialogicamente entre o teu "eu" e o "alter Jorge"... ahahaha... Não leva a sério irmão, só pra relaxar, né?!
Gostei Jorge do blog e voltarei mais vezes, ok?!
Abraços,
Pedro

M.C. disse...

Salve Jorge,


Que esses corações sejam uma paisagem sempre viva.

abraços aos dois :)

M.C

Mah disse...

eu adoro essas suas histórias
cheias horas
que encantam senhoras
e moças
com corações de louça
revestidos internamente de concreto
para que só o certo
acerte em cheio.

=p

eu quis te imitar, mas não dá
só um historiador, não uma jornalista menina, faria rimas ricas e finas...