quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Pedaços ou Um bêbado, Um equilibrista...

- Foi ali.. aquilo? Quer saber daquilo?.. Bem, o que dizer daquilo se não que é um pedaço... não pode esperar que atente para tudo enquanto passo.. se eu me engraço, me embaraço, me amasso.. e convenhamos não sou nenhum devasso.. mas confusão eu raramente caço.. ela é que me caça.. coisa danada de sem graça.. mas é corriqueiro aos dessa praça.. mais achegados a uma cachaça.. servirem de caça pra confusão.. que raramente tem perdão de quem não só anda grudado olhando pro chão...
- Cruzes.. tudo isso pra dizer que era um pedaço? Putz.. tenho medo de perguntar pedaço de que..
- Pedaço.. do meu traço.. um certo erro crasso.. que eu agora rechaço..
- Agora rechaça?
- Sim, que em mim...
- Para, para parapara!!!
- Ora mas...
- Como você se livrou daquela massa amorfa e sonora borbulhando na calçada?
- Entenda, que sou poeta e quando algo me afeta...
- Você precisa fazer essas riminhas chechelentazinhas?
- Se minhas riminhas, lhe parecem chechelentazinhas.. o que quer que isso signifique, não espere que eu abdique, das verbalidades minhas, para que sua percepçãozinha, lhe permita, que confortável fique, estagnado como um dique, enquanto faço um convite, para que transcenda um limite e é isso que evita...
- Não sei se entendi bem.. mas se você puder ser menos.. confuso.. enfim.. aquela coisa gemendo e sangrando e borbulhando na calçada não é do tipo que a gente vê todo dia...
- Entendo sua agonia, sois do centro e eu da periferia.. daí tua falta de simpatia ante a minha prosa vadia.. mas no teu jogo não entro, que eu muito mais descentro.. continuidades arrebento.. sigo com o vento.. e as borbulhidades ficam pelo caminho..
- Borbulhidades? É assim que você chama aquil...
- Chamei agora, mas em outra hora, chamarei diferente, pois tanto me passa pela mente, que pode ser que outra expressão eu invente, afinal por mais que tente...
- Certo... certo.. bem eu preciso ir indo e.. foi um prazer.. um prazer bizarro, mas interessante.. eu acho...
- Eu sorrio, que pro teu pio, tem muito canto.. se te assuta o encanto, não está preparado praquilo que janto.. pros volteios do meu assovio.. vou ver o céu que sabre no estio após mais parto, que dessa obliquidade estou farto.
- Ei, ei.. pera aí.. parto? Você pariu aquilo? Puta que pariu, não acredito, tenho que contar isso pra...

22 comentários:

Camila disse...

Salve Jorge!
Ou que lugar bacana heim?!
Amei o texto!
Dialogo muito diferente... rsrs
=**

Tata disse...

Hahaha, li e reli, Jorge.
Gostei desse.
Ah, to até ouvindo o bêbado e o equilibrista.


Salve!!
=*

Santhiago Ramirez disse...

Poetas missionários
poetas coerentes
poetas visionários
poetas incoerentes.

Poetas, ser poeta
é ser tão diferente
que muitos vêm a gente
à conta de pateta.

Poetas tão loucos
poetas são poucos
poetas constantes.

Poetas sonhando
poetas voando
poetas rompantes.

Poetas... quem sabe?
Veja antes que acabe
um poeta "poetando".

Quem é bom poeta
tem só como meta
viver poetizando.

Thiago

Patrícia disse...

Tava com saudade desses seus textos diferentes, inteligentes e poeticos!
Tava sem tempo, mas prometo não sumir mais!!!
Adorei!
Beijão

julia disse...

=O

Camila Colossi disse...

ameeei e
que criatividade heein :)

=]


http://imensidadx3.blogspot.com/

TOOP disse...

"mas confusão eu raramente caço.. ela é que me caça.. "

Ele rima com qualquer coisa... e disso eu já sabia...

:o

• predicativa disse...

o inusitado amplifica o lirismo.
salve, salve tanta poesia!

Tamara disse...

Equilibras agradavelmente as palavras.

Sensacional.

B-joletas!

S@nta disse...

brigada pelo comment...
adorei!!


tou sem tempo
mas passarei mais um tempo no teu cantinho futuramente...

beijuxx sabor de amora

Tâmara disse...

Ah...Dona Elis, tao bom seria manter o equilibrio dos bebados na arte das palavras de fino trato...hein! Ah...Dona Elis!


Poeta, pedaços dos teus traços são como palavras afiadas como lanças e quente como as chamas de um dragão valente que tocam no coração da gente ( por inteiro)

"Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar...

Asas!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar"

Tâmara disse...

Ah...Dona Elis, tao bom seria manter o equilibrio dos bebados na arte das palavras de fino trato...hein! Ah...Dona Elis!


Poeta, pedaços dos teus traços são palavras afiadas como lanças e quente como as chamas de um dragão valente que tocam no coração da gente ( por inteiro)

"Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar...

Asas!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar"

Martinha disse...

"mas confusão eu raramente caço.. ela é que me caça.. "
Quantas vezes não pensamos assim? Mas a verdade é que a maior parte das confusões encontramos-las nós. *

Elis disse...

...)!!!

Anja Rakas disse...

O que fazes com as palavras?
Como fazes?
Ensina-me o segredo de ama-las.
Beijos...equilibristas

Leila Saads disse...

Jorge,
Muito tempo sem passar por aqui e as novidades são muitas! Quero muito ler o final do seu suspense sobre o suco - você já fez? Vou procurar por aqui!
Beijos=*

Violeta disse...

Ele vem numa ginga que nem parece do planalto nem da garoa...
.
xêro
.

Camila Colossi disse...

postaa maais ahuauhuah =]


http://imensidadx3.blogspot.com/

Jaqueline Lima disse...

Suas rimas me colorem.

Mah disse...

saudade imensa dessas rimas tão finas, feitas por um poeta tão raro, com um faro, raro de se encontrar...

:***

Tata disse...

Que poema lindo foi aquele?

/babei!

Camila Colossi disse...

postaa maais =]



http://imensidadx3.blogspot.com/