segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Primeiro dia

Era tudo escuro. Pela ausência de luz. Mas não havendo luz e apenas escuro, era então a luz a ausência do escuro e não o inverso. E estava frio.. pela ausência do calor. Mas não havendo calor para o frio ser a ausência desse, era então o frio material e o calor uma mera abstração semântica. O pequeno ponto, enfim, ocupara o menor espaço de coesão possível e explodiu. Foi aí que luz e calor entraram na história. Assim como o próprio espaço, que acabara de se mostrar mais versátil do que o capitalismo.
Uma profusão de atores e atrizes adentram o cenário, de modo que poderíamos fazer análises micro que representassem o macro, ou mesmo concatenar processos estruturais capazes de abarcar uma quantidade imensurável destes. Nada disso, no entanto, iria garantir a perspectiva a ser vislumbrada. Esqueçamos filosofias para essa história, afinal não há racionalidades intrínsecas à mesma, apenas um expansão pós-explosiva principiando a morrer, já do início de se fazer existir.
Dando o espaço utilidade às noções temporais, logo o entrecruzamento da mesma passa a tornar cabíveis entendimentos como velocidade, expansividade, massa, volume, aceleração e outros protótipos conceituais explicitáveis através de equações lógicas.
O alarde e os movimentos sonoro-ópticos catalizadores de aquarelas caledoscópicas transcendentes de quaisquer fronteiras sensoriais iam introjetando um ritmo imperceptivelmente cada vez menos intenso, ainda que o êxtase paralelo da parábola traçada a tudo ludibriasse, tornando toda e qualquer explanação a esse respeito um simples joguete retórico de caráter arbitrário.
Pontualmente, espasmos estabilizantes marcavam saaras mais ou menos extensos, elipzando ordens espiraladas, mesmo que recortadas, localizadas, provisórias e subjetivas.
Finalmente, o calor e a luz estavam difusos por tantas partes que era como se não estivessem em lugar algum. Lugar algum, no entanto, que não abarcava idéia outra que uma abstração hipotética de uma hermenêutica tortuosa, pois alheia a idealizações de inverossemelhança relativa, todo lugar se configurava como algum.
Foi assim que tudo acabou...

20 comentários:

_E se eu fosse puta...Tu lias?_ disse...

Sarava!


A luz chegou!!!!!!!


meu amigo Jorge que vem do mar longe...anda distante...
é verdade...nem me respondeu...é você que canta aqui?


beijossssssssss

Ego. disse...

rs...

Esse Jorge é uma viagem...
e das boas!!!

Bju e salve!

Aline Dias disse...

olha a luz...

Lais Mouriê disse...

Foi assim que tudo ficou mais belo, para nós que o lemos!

Bjão!

_E se eu fosse puta...Tu lias?_ disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Tata disse...

Jorge!!!! Tava com saudades daqui.

Seus escritos estão a salvar minha noite, pode crer no que digo.

Beijo!

Ju disse...

fico assim, sem palavras qdo vc me escreve...
beijos e um transparente e profundo obrigada!

Camila disse...

Ui...
Aqui uma luz!
rsrsrs

Grande beijo moço poeta que me deixa sem palavras!

Márcia(clarinha) disse...

Ausências machucam, agridem e tornam tudo escuro até a cortina baixar, daí faz-se a luz e os aplausos ecoam enchendo o coração de cor. Salve a Vida!

lindo dia,
beijos

Lynn disse...

Hermano querido, confesso estar ausente aqui no seu blog, mas sempre que posso passo aqui e leio um pouco, mesmo que sem deixar comentários. (o bom é que já cá, no mundo material, a gente andou se encontrando e eu fico feliz demais de poder trocar uma idéia com vc).
obrigada pela bela poesia que lá me deixaste... é bem isso, vamos viver que tem coisas lindas por aí, pessoas queridas, música e perspectivas. :)
espero que por aí esteja tudo bem.
beijos hermano!

Camila disse...

Que texto!!! Cheio de vai e vens e de bastrações, a gente chega e se perder em tanta profundidade, mas mesmo assim suas palavras nos guiam e nos levam a um final cheio de luz... Amo quando termina em luz... Amo.

Beijinhos, Jorge!

Já disse que sou sua fã?

Mari disse...

parece que as ondas de luz passaram a tela do micro e me irradiaramn(: adorei! e adorei o minipoemacomentário haha

;**

Tata disse...

Adorei o novo layout!

Emely disse...

Obrigado por iluminar a Ciranda!

seja sempre bem vindo a dançar...
me permite coloca-lo na roda?

*PAz e LUZ

Camila disse...

Salve! Salve!

Quando você tiver um tempinho, dá uma passada lá no Meu Conto de Fadas pra pegar um presentinho, tá?

Beijos, Jorge!

Camila disse...

Salve! Salve!

Quando você tiver um tempinho, dá uma passada lá no Meu Conto de Fadas pra pegar um presentinho, tá?

Beijos, Jorge!

Laís Eva disse...

adoro os poemas!
=)

e os que me deixou também!

estou a favoritá-lo!!

=*

Camila disse...

Ótimo final de semana pra vc, querido!
Beijozão
:)

Marcella disse...

aah, adorei o texto! O encontro do calor e do frio, lindo!

beeijos

Fernanda Alves disse...

Lugar algum, no entanto, que não abarcava idéia outra que uma abstração hipotética de uma hermenêutica tortuosa, pois alheia a idealizações de inverossemelhança relativa, todo lugar se configurava como algum.
Foi assim que tudo acabou...

é tudo!!!