sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Chama

Minha mente dança 
 Algo avança 
 Fico ofegante 
 Por um instante tão inebriante 
 Da tela 
 Salta ela 
 O próprio tempo congela 
 E em um rompante 
 Ela segue avante 
 Trança 
 Corpos e ideias 
Não cansa
O peito balança
Passeia
Enlaça
Uma semântica traça
Entra por cada veia
Cada sentido
Cada sinapse
Conforme vai sendo lido
Queima
Inflama
Incendeia a trama
No ápice
Chama
Derrama
Caudalosamente em mim essa poesia
Musa
Minha
Que arranha minha espinha 
Devora minha carne 
Arde 
Invade 
Com tal alarde 
Esse mar 
Até restar 
Só nós dois...

5 comentários:

Anônimo disse...

Obrigada

Ada disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Lindo...

Canto da Boca disse...

A canção do poema sibila por entre os verbos, a semântica e a imaginação!

Anônimo disse...

Estranho ler isso tanto tempo depois...