sexta-feira, 2 de julho de 2010

Memórias...



Quando eu era pequeno
Morria de medo de injeção
Da anestesia do dentista então
Era terror pleno
E pra resolver a situação
Meu pai me dava a mão
E meu medo ingênuo
Logo perdia terreno
Para essa paterna solução

E hoje em dia ele está doente
Sofre com um câncer inclemente
E conforme o fim se aproxima
Lá na sala da quimioterapia
Sou eu que seguro a mão dele...

12 comentários:

Pipa. Agora eu era o herói. disse...

Não sei como ele é
E nem como se chama.
Mas ele vai ficar bem.
Eu o vi em sonhos.

yo! disse...

Jorge, você é um amigo que eu amo MUITO! Admiro sua força e inspiração! Vou rezar pros anjos continuarem cuidando do seu pai, assim como você faz! Beijos carinhosos!

Canto da Boca disse...

A vida às vezes nos coloca em cada cilada...

Ego. disse...

A vida é uma dança mesmo, ás vezes somos conduzidos outras vezes conduzimos.
Não largue a mão dele por nada!!!

Bjos de muita força meu rey!

Érica disse...

Esse é o momento da reflexão real, de tudo que vale a pena na vida. O jesto é simples, segurar a mão, mas tem algo muito maior, inumerável, por trás de tudo isso. É um laço meu caro, que nunca mais vai se partir. Que Deus te dê forças e proteja os dois: Pai e Filho.

Beijos com todo meu carinho!

Rafael Perfeito disse...

Força aí nesse momento. Comecei lendo feliz, mais me imaginando como pai do que como filho (hoje em dia dou muito mais a mão a meu filho do que peço a de meu pai).

Acho que tenho que dar mais a mão a meu pai.

Abraço, cara.

Ale Danyluk disse...

Entendo exatamente o que você tá passando...o que você tá sentindo.
Minha mãe também tá nesse barco e a maré pra remar não tem sido fácil não...E é por isso que temos que estar lá...dando as mãos, a paciência, o coração, o colo e tudo o mais que eles precisarem.
A inversão de papéis agora nos pertence.
Muita força, muita saúde e que bons ventos nos protejam e nos encoragem.

Salve salve querido Jorge !

Perséfone Weber disse...

O amor move montanhas, tenha fé. Estarei rezando por vcs. Fiquem com Deus.

Lara disse...

Jorge, já passei por isso duas vezes com meu pai (e nunca sei quando tudo pode voltar)...por isso imagino que nada dito em palavras diminui a preocupação.
Só posso dizer que te admiro ainda mais pela sua sensibilidade ao traduzir em versos tão lindos um momento intenso de coragem e luta. Toda paz e toda luz para você e sua família (minha orações já estão contigo no desejo de melhoras). Bju

ErikaH Azzevedo disse...

E hj com toda certeza ele deve sentir o mesmo que tu sentias qdo meninote, e não é a mão em si que protege, e sim o amor que de tão grande parece pingar pelas mãos.

Melhoras ao teu pai, fé e força pra superar esta fase.

Um beijo

Erikah

Canto da Boca disse...

Salve Jorge! Eu gostei tanto do seu comentário-poema-espelho, ao meu Mar de Sal, que o publiquei e linkei seu blogue, comunicando a autoria.

Obrigada, viu?

;)

Um abraço!

Maria Muadiê disse...

Jorge, sei direitinho como é.
Também fui mãe de meu pai. Dê a ele muito amor, agora você é o pai.
beijo