segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Coisas passadas ou Melhor post de Maio...

Salve salve pessoas.. pois é.. eu sigo na trilha da preguiça só republicando coisas.. risos.. esse foi sobre as decomposições que vão encadeando nossas composições..

Depois ou Sobre porque é preciso navegar...

Depois
Pois.. ora pois...
Nós dois
Ah, nós dois...
Quem foi que depôs?..
Não importa
É essa vida torta
Essa gente morta
Os pulsares da aorta
A navalha da vontade que tão bem corta
A gente...
Nunca é diferente
Por mais que se tente
Pode-se preferir quem mente
Mas é que de repente
A toada do repente
Fica dormente
Cada qual mais exigente
A tolerância cada vez mais rente
É sempre um tal de daqui pra frente
Tudo vai ser incrivelmente diferente
De nada vale o arroz
Os sóis que sois
O antes
Aqueles amantes
Que tal qual infantes
Simplesmente inebriantes
Com seus peitos tão arfantes
E suas artes de gozarem instantes
Aprendendo a ser atentos errantes
Incansáveis e deslumbrados viajantes
De um micro-universo
Reunindo o disperso
Compondo um verso
Ignorando o controverso
Tão aéreos
Que submersos
No etéreo
Saboreando cada despautério
E erguendo seu império
Que como todo império
Depois
Perecerá...

8 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

Salve, Jorge!

Eu também sou da opinião de que poesia, de preferência, rime. Só se a ideia for extraordinária mesmo é que a forma e/ou a rima são preteríveis.
Ó, eu fiz um blog: MEMÓRIAS DA LIRA VELHA
http://memoriasdaliravelha.blogspot.com
Tu és sempre bem-vindo.

abraço
Marcos

Emely disse...

Adorei!
=)

Fernanda Alves disse...

adorei...
as vezes é preciso navegar=)

Martinha disse...

Depois, como referiste no texto "Tudo vai ser incrivelmente diferente". De preferência tendo em vista uma perspectiva optimista. Mas para que isso aconteça depende muito e fundamentalmente da nossa vontade!
;)

Ju disse...

hehehe... ótimo, sempre!
fico pensando se um bate papo informal com vc é todo verseado assim....
beijos da fã!
: )

• c disse...

grito.
preciso navegar..

Fi disse...

Depois
A dúvida do que sois
Na certeza que não serás diferente
Pois, por mais crente
É saber que o repente
Muda as costas da frente
E só a vontade não pode mudar
O sol, para o prateado luar
Ou então viras o lutar
Na eterna rima do sonhar
E compões, persistente
Um verso diferente
E fazes a poesia cantar
Uma forma diferente de falar
E constróis o império
Ainda que “intempério”
Ainda que saibas que irá padecer
Podes sempre torcer
Que quando acabar
Terás um sorriso, para recordar,
E a força, para recomeçar

Tâmara disse...

Entao o melhor mesmo é nao deixar nada pra depois...Depois, pode ser tempo demais...