Ela sente
Entre os dois
Não é que um mente
Mas é que os descaminhos que propôs
Apenas ele mesmo sente
Já o segundo
Menos filho do mundo
E menos ardente
Tinha na mente
Tanto daqui pra frente
Que de tão insistente
Fez-se mais fecundo
Não que suplantasse de vez o vagabundo
Mas conheceu o tecido mais profundo
Cada ângulo que ela dispôs
Até a simplicidade mais feijão com arroz
Que a dama
Tecera na trama
De momentos que inflama
E outros momentos
Alguns até mesmo cinzentos
Mas cujos indiossincráticos intentos
Por mais pequenos
Por isso mesmo mais plenos
Já que aquele primeiro
Ante a vastidão infinita do desfiladeiro
Faz uma ponte e segue o ponteiro
E apenas o outro
É que deixa o peito solto
Senta e contempla...
"O objetivo principal não é descobrir, mas refutar o que somos. (...) Não é libertar o indivíduo do Estado e de suas instituições, mas libertar-nos, nós, do Estado e do tipo de individualização que vai ligada a ele. É preciso promover novas formas de subjetividade..." Foucault
quinta-feira, 20 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
7
Sete
A quem compete
Houve confete
Calor que derrete
Frases que o outro complete
E se fizesse uma enquete
Diria que não há força que vete
Esse amor...
A quem compete
Houve confete
Calor que derrete
Frases que o outro complete
E se fizesse uma enquete
Diria que não há força que vete
Esse amor...
terça-feira, 4 de maio de 2010
Pedaço crasso...
Pedaços
Tantos faço
Que esgarço
Até o tempo
Enquanto passo
E se há embaraço
Desdou o laço
Mesmo se trampo
Confusão eu caço
Que não sou de aço
E expando certo mormaço
Enquanto ensino
Coloro espaços
Simpatias engraço
Há quem diga que sou devasso
Mas sou é louco
Que meu torto traço
Admira o do Picasso
E não cansa o braço
Que de berço
Meu erro é crasso...
Tantos faço
Que esgarço
Até o tempo
Enquanto passo
E se há embaraço
Desdou o laço
Mesmo se trampo
Confusão eu caço
Que não sou de aço
E expando certo mormaço
Enquanto ensino
Coloro espaços
Simpatias engraço
Há quem diga que sou devasso
Mas sou é louco
Que meu torto traço
Admira o do Picasso
E não cansa o braço
Que de berço
Meu erro é crasso...
sábado, 27 de março de 2010
Diferença
Disse o Pessoa
Que tudo vale a pena
Se a alma não é pequena
Mas quando o cotidiano destoa
E o impacto da tempestade ressoa
O teatro que se encena
Vai sendo descortinado
A poesia vira papo furado
Deixando de ser plena
Nem ruim, nem boa
Só um ritmo malfadado
A ver muchar o perfume
Enquanto o ator não assume
E segue descendo para longe do cume
Esquecido do céu
De como era doce o escarcéu
Aceitando esse triste véu
Vil
E pra quem não viu
Pode sentar-se lá embaixo junto ao rio
Feito de lágrimas de um desejo
De explodir em desvario
No próximo ensejo
Embora pelo que vejo
Já tenha partido esse navio...
Se me permite sugerir.. leia também:
http://salvesalvejorge.blogspot.com/2009/07/pra-ser-sincero-ou-quando-desafio-titas.html
Que tudo vale a pena
Se a alma não é pequena
Mas quando o cotidiano destoa
E o impacto da tempestade ressoa
O teatro que se encena
Vai sendo descortinado
A poesia vira papo furado
Deixando de ser plena
Nem ruim, nem boa
Só um ritmo malfadado
A ver muchar o perfume
Enquanto o ator não assume
E segue descendo para longe do cume
Esquecido do céu
De como era doce o escarcéu
Aceitando esse triste véu
Vil
E pra quem não viu
Pode sentar-se lá embaixo junto ao rio
Feito de lágrimas de um desejo
De explodir em desvario
No próximo ensejo
Embora pelo que vejo
Já tenha partido esse navio...
Se me permite sugerir.. leia também:
http://salvesalvejorge.blogspot.com/2009/07/pra-ser-sincero-ou-quando-desafio-titas.html
sexta-feira, 12 de março de 2010
É rica...
Ele ri
Sem demora
Que ela se dá
E ele devora
Tanto que parece
Ela
Uma tela
Aquarela
Borrada do choro
E da bossa
Desse rir
Que sai de ti
Dama
Que ama
Louca
Toda boca
Infinito sorrir
Que diz tudo
Deixa esse aqui mudo
Quase que o rosto molho
Nesse só rir dos teus olhos
Que faz querer bem
Um alguém
Que como ninguém
Saber ser riso e gozo
Sabe num outrém fazer pouso
E dizer até eu ouso
Ser Deusa de um amor também...
Sem demora
Que ela se dá
E ele devora
Tanto que parece
Ela
Uma tela
Aquarela
Borrada do choro
E da bossa
Desse rir
Que sai de ti
Dama
Que ama
Louca
Toda boca
Infinito sorrir
Que diz tudo
Deixa esse aqui mudo
Quase que o rosto molho
Nesse só rir dos teus olhos
Que faz querer bem
Um alguém
Que como ninguém
Saber ser riso e gozo
Sabe num outrém fazer pouso
E dizer até eu ouso
Ser Deusa de um amor também...
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Carnaval
Antes que eu pife
Deixa eu dizer
Que cheguei de Recife
Ampliei meu cacife
As latitudes do viver
Ao me perder
No frevo de Olinda
Parece até que não finda
Que há muito mais carnaval ainda
E que o alvorecer
É capaz de esquecer
De nascer
E é coisa bem-vinda
Afinal
Bem sabe o pessoal
Toda a moçada
Que se o carnaval começa no Galo da Madrugada
Eterniza o profano esse manguezal
Da maneira mais sagrada...
Deixa eu dizer
Que cheguei de Recife
Ampliei meu cacife
As latitudes do viver
Ao me perder
No frevo de Olinda
Parece até que não finda
Que há muito mais carnaval ainda
E que o alvorecer
É capaz de esquecer
De nascer
E é coisa bem-vinda
Afinal
Bem sabe o pessoal
Toda a moçada
Que se o carnaval começa no Galo da Madrugada
Eterniza o profano esse manguezal
Da maneira mais sagrada...
sábado, 9 de janeiro de 2010
Sonhos realizados...
Dois anos atrás
Eu tive um sonho
Desses sonhos loucos que componho
Por sempre querer mais
E não esperei no cais
Me atirei no mar
Risonho
Pro sonho poder chegar...
Convenci meus doidos preferidos
Sempre careço deles estar munido
Pra deixar tudo colorido
NUma caledoscopia sem igual
E avisei que passado o natal
Teríamos o ano novo mais sensacional
Que já se teve notícia
E não haveria lei ou polícia
Pra desbancar nossa milícia...
Dai que aluguei casa na Ilha de Itaparica
Comprei os ingressos
Esforços não meço
Quando o desejo de farra me pinica
E como iamos pra Universo Paralelo
Tudo seria doce como caramelo
E a casa se faria castelo
Pro nosso reino tão singelo...
A festa foi plena
Certamente não era coisa terrena
E sim apoteóse incomensurável
Onde todo prazer é louvável
Tudo vale a pena
Onde nenhuma alma é pequena
E tudo que ali se encena
Não há normatizado que condena
Tudo é amável
É o ponto nodal do improvável
E até a brisa do mar é mais afável...
Por lá
Se camaradas há
Tudo em se plantando dá
Toda lissergia muito mais durará
E durou
Potencializou
Um doidão que sonhou
Alçar o mais alto dos vôos
Nesse trance
Onde é capaz que tudo compense
Então pense
Na felicidade que eu tô...
P,s - Feliz 2010 pra tod@s aí...
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Faz tudo ficar infinito...
Pode ser em qualquer noite
Sem que se note
Vem um bote
Nessa corredeira rumo ao precipício
E te socorre
Te embriaga como um porre
O mais doce vício
De quando tudo parecia estar no início
Sereno veneno
E vai-se com o vento
Mesmo que curto momento
Há aquela paixão imbricada no movimento
No olhar
Que voltado pra dentro
Perde o centro
Centrífuga elipse de cachos
Desassossega o facho
De tão perdido me acho
E satisfeito tanto aceito que me deleito
Por tudo que arde no peito
E vive na memória
Mas daí é tanta história
Que eu nem sei por onde começar...
Sem que se note
Vem um bote
Nessa corredeira rumo ao precipício
E te socorre
Te embriaga como um porre
O mais doce vício
De quando tudo parecia estar no início
Sereno veneno
E vai-se com o vento
Mesmo que curto momento
Há aquela paixão imbricada no movimento
No olhar
Que voltado pra dentro
Perde o centro
Centrífuga elipse de cachos
Desassossega o facho
De tão perdido me acho
E satisfeito tanto aceito que me deleito
Por tudo que arde no peito
E vive na memória
Mas daí é tanta história
Que eu nem sei por onde começar...
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Sampa, ACDC, Fla em Campinas, amigos e a um passo do fim de ano...

Sampa
Gente a pampa
A megalópole brasileira onde mais se trampa
Também dança
E pra quem não cansa
Conforme a noite avança
Saindo por aí
O caminho que segui
Fui encontrar lá no Morumbi
A sonoridade frenética do ACDC
E se reeenergizado estou
Devo isso ao bom e velho rock´n roll
Que me carregou pra mais um vôo
Que sou do tipo que logo me meto
Numa festividade cheia de cabeludos de preto
Pulando até o teto
Deixando de lado o reto
Pra celebrar o torto
E mesmo com todos os percalços no aeroporto
Não perdia esse show nem morto
E ainda reverbero tal escarcéu
De quem me confesso réu
Absorto em Highway Hell...
E teve mais
Que em Sampa sempre muito se faz
Fui ver grande amiga de tempos atrás
Dona Juliana Cléia
Pra trocar umas idéias
E matar a saudade
Que amizade de verdade
Sempre sacia
Pois que no outro dia
Ainda fomos até Campinas
Afinal paixão futebolistica é sina
E no brinco de ouro da princesa
Tive a destreza
De ver o jogo do Flamengo
Em meio à torcida corintiana
Mesmo que pareça idéia insana
Arrisquei meu realengo
Pra estar com meu Mengo
E fingi ser do bando de loucos
Mas nada de gritar até ficar rouco
Guardei o grito
Não disse um pito
E só muito depois do último apito
Que pude comemorar um pouco..
E já de volta pra casa
Mesmo perto de findado o ano
Ainda falta completar um plano
Pra guardar as asas
Mas outras notícias logo emano
Verás logo logo pela tua praça
Os coloridos sinais de fumaça
Que faço com minhas brasas
Um ano que arrasa
Mesmo se tudo passa...
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